Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças

por | 28/04/2015 | 56 Comentários
Photo Credit: Morguefile

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Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente:

  • O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças;
  • Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad  à mesa;
  • Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares.
  • Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”;
  • As pré escolas têm o mesmo método de ensino dos cursos pré vestibulares. 

Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade.

Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.

Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado:

  • crianças não sabem conversar
  • não olham nos olhos de seus interlocutores
  • não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!)
  • não conseguem ler um livro, por menor que seja.
  • não aceitam regras
  • não sabem o que é autoridade.
  • pior e principalmente: não sabem esperar.

Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.

Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.

Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profissionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.

Um lindo texto da cientista que virou mãe que postei na minha página recentemente fala disso com até mais propriedade que eu, embora ela creia que o mundo tá sofrendo de adultismo enquanto eu acredito fundamentalmente que sofremos de infantolatria. Mesmo discordante, sugiro a leitura, essa moça pensa a fundo antes de sair postando. E sugiro também que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.

E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não leem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.

Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar. O clima da casa também agradece,

Amor e gratidão

Fabiana Vajman

Ex atriz, ex brincadora, hoje vive de escrever, marmitar delícias na Pimentas do Reino Marmitaria e tietar o filho de 18 anos.

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56 Respostas para “Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças”

  1. Marilene Anunciação 30/04/2015 at 12:26 #

    Os adultos atuais tentando minimizar o remorso por sair para trabalhar e deixar as crianças em casa sob a proteção de terceiros, cobrem as crianças de objetos tecnológicos de ultima geração estimulando o cérebro destas crianças até a exaustão, portanto formamos crianças hiperativas, sem a minima capacidade de concentração, onde cada desejo tem que ser realizado porque mamãe trabalha fora. Toda família necessita de um adulto que tenha a capacidade de gerenciar a família sem culpa, procurando mostrar a criança a necessidade normal do trabalho como meio de subsistência, incutindo nelas a pedagogia do amor e da compreensão para que tenhamos no futuro famílias mais saudáveis e menos neuróticas.

  2. Nena barros 01/05/2015 at 05:42 #

    Sinto o mesmo, minha pequena tem três anos e adora pintar, ler, brincar e é muito legal vê-la no seu ritmo, no seu tempo. Com sua presença forte e Presente. Gostaria de dicas de leitura.

    • Pamela Greco 02/05/2015 at 10:45 #

      Olá, que delícia saber dessas possibilidades que você oferece para ela. Que tipo de leitura você quer? Infantil ou sobre infância? Um grande beijo e esperamos você sempre por aqui.

  3. Marilda 01/05/2015 at 23:19 #

    Eu e meu marido tivemos infâncias muito pobres. Porém, enquanto eu nasci em cidade e tive uma mãe que trazia livros, e mandava desligar a TV e ir brincar ” lá fora”, vejo meu marido sofrendo com a necessidade de dar ao filho “tudo o que não teve”, sem nenhum critério. E aí vai salgadinhos, brinquedos, smartphone, Tv o dia todo. E sei que vai piorar a medida que nosso filho crescer. Acho que essa carência de recuperação do tempo perdido através dos filhos é uma causa dessa infantolatria.

    • Rafa 29/04/2016 at 12:32 #

      Marilda você disse tudo. Mas dou a dica de que você converse com seu marido sobre isso, pois o futuro de seu filho pode ser transformado agora. Enquanto vocês são vivos, seu filho está com a vida mansa, mas pense se infelizmente um dia vocês o faltar, como esta criança ficará se foi mimada a vida toda e não sabe o que é conquistar por si as coisas?
      Que mime, mas que o faça como algum tipo de recompensa. Por exemplo, faça com que seu filho leia um gibi e então depois ele poderá assistir ao desenho favorito dele… Faça questões de matemática para ele e corrija-os, passe tempo ensinando e dedicando aos estudos dele e apenas depois o deixe brincar no tablet/etc.
      Espero ter ajudado. Abraços!

  4. leonilce girardi.psicologa 02/05/2015 at 09:27 #

    perfeito.texto maravilhoso, diariamente atendo no consultorio psis desespetsdos e angustiados que nao conseguem mais impor limites aos filhos.
    estes passam 10h em tablets e internet, nao estao bem em escolas e p isto procurm medicos psiquiatras p atendenderem as demandas de suss criançss que ja nao brincam mais de amarelinha, esconde esconde, nao sobem mais em arvores, nao andam de bicicletas e consequentemente nao dormem, nao se alimentam e nao vivem suas infancias saudaveis….salvemos a infancia…salvemos as crianças…salvemos o planeta. leonilcegirardi

  5. Leonardo 02/05/2015 at 15:38 #

    Muito bom, parabéns.

    De fato, crianças têm se tornado cada vez mais imediatistas e ansiosas – quem trabalha com educação percebe isso de maneira muito alarmante.

    Sobre essa diferença entre a aquisição de informação e a capacidade de se concentrar, me lembro de um pequeno texto do Sérgio Rodrigues com algumas indicações, chamado: “Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos” – http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/concentracao-dividira-o-mundo-entre-senhores-e-escravos/

  6. Renata Garcia 04/05/2015 at 05:23 #

    Adorei ler o texto acima, estou passando por um processo parecido, mas fiz inconscientemente. Quando criança enchi minha filha de dvds, brinquedos portáteis. Resultado hoje: estou morando na França e aqui minha filha hoje não consegue atingir o nível escolar como outras crianças de sua idade, tudo que ofereci pensando que estava ajudando e estimulando fez um efeito contrário. Ela não consegue se concentrar, só é capaz de fazer as atividades escolares acompanhada de um adulto em casa ou na escola, não tem paciência para ser ensinada. E aqui ela está sendo submetida a tratamentos com psicólogos e especialistas nesta área para “recuperar o tempo perdido”. Fiquem atentos ao que se oferece aos seus filhos hoje, pois o resultado nem sempre será o que se espera no futuro e esse futuro não é muito longe.

  7. Malu Damiani 04/05/2015 at 18:15 #

    Interessante! Sou formada em Comunicação Social e estudo sobre o consumo infantil, achei super pertinente o texto. Os adultos querem “indenizar” seus filhos pela ausência na educação em contrapartida, compram e cedem a todos os desejos das filhos.

    Crianças cada vez mais cedo conectadas à rede, à tv, aos tablets… Logo, crianças que brincam pouco, que ficarão adultas cada vez mais cedo. Imersas num mundo de informação e pouco conhecimento…
    Infelizmente, estamos desconstruindo a infância.

  8. Welber Costa 05/05/2015 at 10:02 #

    Excelente matéria. O texto nos exorta à uma profunda reflexão sobre a educação de nossos filhos e, também, sobre a dicotomia do “TER” versus “SER”. Você quer “TER” filhos ou você quer “SER” pai/mãe? A diferença é filosófica é claro. Ter filhos é uma opção amorosa ou não, é um ato pensado ou não, é a expressão da maturidade ou não. Agora ser pai/mãe pressupõe uma divina responsabilidade com uma pessoa recém chegada ao mundo. Nossos filhos devem ser crianças ou devem ter tudo o que pudermos oferecer, materialmente falando? No afã de fazermos o melhor como pais, acabamos dando tudo o que nossos filhos pedem e até o que não pedem.

    O excesso de estímulos, como os citados no texto, tem criado uma geração de crianças com a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), como bem fundamenta o renomado psiquiatra e escritor, Dr Augusto Cury, por meio de uma pesquisa de mais de 20 anos.

    Muitas crianças têm sido, equivocadamente, diagnosticadas com Déficit de Atenção Sem Hiperatividade, quando na realidade, possuem SPA por excesso de estímulos.

    Criança tem que ser criança e “PONTO FINAL”.

    Um grande abraço a todos,

    Welber Costa – Hipnoterapeuta e Coach

    • Paula 13/01/2016 at 15:27 #

      Olá Welber, meu filho de 2 anos foi diagnosticado com autismo leve, o neurologista disse que ele deveria já estar falando de tudo e brincando mais com as outras crianças, fiquei desesperada por achar que ele “esta no tempo dele”, coloquei na fonoaudióloga e vai continuar na escola, fiquei extremamente assustada com tudo que li sobre autismo na internet, chorei rios, então levei em outro neuro, ele disse que descarta o autismo e pediu que eu e meu marido participemos mais das brincadeiras, levar passear, sentar e brincar com ele, que nossas atitudes (pais) iria fazer ele se desenvolver normalmente, que não deveria tratar ele como doente, sendo que ele ainda está em fase de desenvolvimento, estamos fazendo o recomendado e acreditando que logo ele se socializará mais.

      Abraços

      Paula

  9. Rachel 06/05/2015 at 16:55 #

    Excelente texto. Sou mãe por “tabela” (adotei meu enteado) e faço o possível pela vida mais simples, sem excessos, quantitativos ou qualitativos.

    Ele hoje é um adolescente maravilhoso e educado. Curte de tudo um pouco, inclusive esportes e graças a Deus, ama ler, mas ainda assim, quando o assunto é estudar, vejo claramente que tem dificuldade de concentração, o que até entendo pois muita coisa é chata mesmo, mas tem que aprender.

    E ele sente falta de companhia. Apesar dos nossos esforços, outras crianças não tem a mesma rotina, vivem no esquema escola-videogame-cama e não descem pra brincar. :-(

  10. Kátia Pinheiro 22/05/2015 at 08:53 #

    Um dos artigos mais verdadeiros que li nos últimos tempos, parabéns. Profundo, sério e que espero sirva de reflexão para muitos pais e mães.

  11. Adriano 25/05/2015 at 22:57 #

    Conforme já alertava, há 15 anos, o Prof. Valdemar Setzer, do IME-USP: http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/livro-meios.htm

  12. Fabiana Capellari 28/05/2015 at 07:54 #

    Antes de mais nada, precisamos “ler” nossos filhos!!!

  13. Mariana 28/05/2015 at 23:15 #

    O texto até que é bom, entendi a linha de raciocínio mas discordo veemente. Esse saudosismo todo, sempre criticando o hoje é falando “na minha época…” só comprova a falta de habilidade em compreender que simplesmente a geração é outra, o cotidiano é outro é o que se espera também o é. Não, não dá pra se criar um filho como antigamente, é anacrônico, nao funciona. Muito se critica e pouco se fala em solução. Dizer que há sentimento de culpa nos pais e por isso se dá tudo é uma crítica muito rasa, genérica e só piora as coisas. A sociedade não está preparada para a nova situação familiar que existe. Há trinta anos atrás tínhamos mães presentes full time, hoje não mais. Esse é o cerne de da questão que reflete totalmente na educação dos pequenos. Mães esgotadas até para fazer a própria refeição, o que dirá da exaustiva tarefa de controlar uma birra. Temos que buscar soluções como flexibilizar a jornada de trabalho, criar ambientes infantis dentro das empresas, onde pais e mães possam levar seus filhos pra junto de si, o chefe não olhar torto se ao invés de o funcionario perder 10 minutos no café, gastar os mesmos 10 com seu filho. Isso sim seria um excelente avanço, um pensar diferente ao invés de repetir igual papagaio o senso comum (“hoje em dia só tem criança mal educada, tecnologia é isso, aquilo, no meu tempo era diferente e blá blá blá) Pra finalizar, tenho certeza que meu filho de 6 anos é muito mais sagaz, esperto e articulado que uma crianças de 6 anos criada em 1980.

    • Alberto Vilvert 18/04/2016 at 22:31 #

      Acredito que o comparativo final fala que a senhora realmente não gostaria de entender o que está escrito. Fui professor durante 35 anos trabalhando principalmente com séries iniciais e tenho certeza da influência negativa desse agito todo descrito.

  14. cesar augusto giometti 30/05/2015 at 22:40 #

    Tenho a mesma sensação… Olhamos para as crianças e não as vemos mais como crianças com direito à infância. Somos impelidos a imaginá-la formada, como um profissional de sucesso e não como um ser humano de sucesso. A ânsia pelo ganhar dinheiro, necessário sim, nos torna pais preocupados em excesso com a formação que nossos filhos terão e que tipo de profissionais serão. Não nos perguntamos que tipo de pessoas serão, felizes, empáticas, solidárias? Vivemos num mundo em que todos somos obrigados a focar em nossos próprios umbigos, a manter uma aparência de felicidade, pois não aprendemos a ser felizes, aprendemos a ter sucesso…

  15. Anderson Alves Rodrigues 31/05/2015 at 11:41 #

    O narcisismo dos pais pode atrapalhar o desenvolvimento dos filhos.

  16. Márcia 31/05/2015 at 17:02 #

    Márcia Pinheiro Quando éramos crianças, nossas mães falavam do tempo “delas” e nossas avós diziam a mesma coisa; resumindo: os tempos mudam, os movimentos são cíclicos, nada poderá ser como antes. As pessoas são outras, as cabeças são outras, a civilização é outra. A terra, como organismo vivo nasceu, cresceu e está morrendo e, lamentavelmente, pegamos essa parte. Não é bom ter uma visão pessimista sobre ocorrências de nossa época, mas sim, de inserção. Faz parte do contexto: muita gente, muita informação e, principalmente muita disputa. Que bom seria se pudéssemos trabalhar lado a lado sem vantagens, sem prêmios, sem concorrências – utopia. Mas o que vale é, de dentro do rodamoinho poder passar valores para nossas crianças que, com certeza elas possam usar em seus futuros e se sentirem seguras, independente do ciclo que virá!

  17. arlene 31/05/2015 at 21:00 #

    Gostei muito…quero aprender mais…vou comprar o livro “O Ócio Criativo”, com certeza!

  18. Maria Cecilia 01/06/2015 at 00:46 #

    Curti muito e vou compartilhar.

  19. Anaci Maria Furtado 01/06/2015 at 01:52 #

    Os seres humanos estão mergulhados no caos e quem resolverá é Deus não há outro jeito, se ligue com Deus na Sahaja Yoga, sendo absolutamente sincero.

  20. Renato 01/06/2015 at 14:17 #

    Amigos, compartilho outro texto que trata do assunto!

    http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta.php?brincar&id=4623051

  21. OLGA BELTRÃO 01/06/2015 at 18:55 #

    Parabéns Fabiana Vajman, seu texto deveria ser obrigatório a todos os pais!!! OBRIGATÓRIO!!!
    São tantos os cursos extracurriculares, que os pobrezinhos não têm mais tempo para brincar!!!
    As meninas não gostam mais de bonecas, as acham ultrapassadas… Como isso é possível?
    Precisam do tabletes com do ar que respiram…
    Profundamente lamentável!
    Poderia dizer muito mais, mas tudo que eu gostaria de dizer, já foi muito bem dito.
    Obs: Tenho quatro filhos, todas criados e sou avó de quatro, por enquanto…

    PARABÉNS COM LOUVOR!!!!!!

  22. Marina 03/06/2015 at 10:40 #

    Realmente. Na teoria sempre soube e concordei com o dito, mas meu filho adora os games, internet e ia usando… até que aprontou feio na escola e, tiramos jogos e internet. E foi simplesmente maravilhoso! Ele brinca com os brinquedos, monta cenários, cria histórias, não lembra de ligar a tv na maioria das vezes… Pega sozinho os livros, gibis para ler (antes eu e o pai liamos para ele, porque ele tinha preguicinha de ler sozinho). Meus esposo comentou que este foi o melhor castigo rsrsrsr.

  23. Mara 07/06/2015 at 12:19 #

    Amei a materia parabens

  24. Ana Paula 18/06/2015 at 20:52 #

    adorei o texto.
    Te convido a conhecer o projeto que eu e uma amiga estamos a frente.É exatamente o que vc sugere. Grupos de reflexão que resgatem a essência do olho no olho em tempos de comunicação Wi-Fi.
    Podemos pensar em algo juntas para o próximo semestre. Da uma olhada na página Mulheres Plurais no FB. Meu e-mail é [email protected]
    Beijos

  25. Patricia 18/07/2015 at 00:57 #

    Por gentileza meu filho esta no primeiro ano ,valorizo muito a escola dinâmica ,que trabalha de forma lúdica,que amplia todo o trabalho.Para o primeiro ano qual escola e método vcs me recomendariam?

    • Pamela Greco 04/08/2015 at 13:58 #

      Olá Paty, tudo bem? Depende muito dos valores de sua família. Se quiser um papo melhor, mande um e-mail para mim e conversamos mais. Um grande abraço e espero notícias suas.

  26. Maria de Fátima Vilela Santiago 05/09/2015 at 18:04 #

    Cuido de minha única netinha desde que nasceu, agora tem 3 anos. Ela fica em minha casa,comigo, meu marido, um filho de 35 e de vez em quando o de 36, de 7h às 12:30. Decidimos não colocá-la na creche, ela fica muito bem conosco. É muito apegada à mãe e ao pai. É alegre, extrovertida, conhece vários animais domésticos, plantas e brinca muito com tudo. Vive num mundo de faz-de-conta. Trata suas bonecas como a mãe a trata.Conhece e tem contato com os vizinhos e familiares. Não sei se o tablete faz mal para ela. Às vezes penso que atrapalha um pouco. Tem pouco contato com crianças, mas não tem dificuldade de se comunicar com elas.
    Resolvi colocá-la na aula de balé. No primeiro dia, a mãe teve que permanecer com ela. A nossa intenção era a socialização, uma vez que com 4 anos, acho que temos que matriculá-la em uma escola infantil. Na segunda e terceira aula de balé eu mesma a levei. Foi melhor que na primeira aula. De vez em quando se perdia e procurava por mim. Quando me via pelo vidro voltava. Na terceira aula, ficou empolgada com a roupa de bailarina. Mas algumas vezes percebi seu olhar perdido. As vezes brincava, corria, e se ausentava das atividades. Por fim quis sair da sala e ficar comigo. Conversei com ela. Ela voltou para a sala. Seus olhos se enchem tanto de lágrimas e vejo naquele olhar que procura o meu um pedido de socorro. Na próxima semana ela disse que vai pro balé. Como devemos proceder? Ela mama ainda no peito para dormir e não dorme em seu quarto. Será ela uma criança com algum problema? Eu (avó) era muito apegada à minha mãe e sofria muito quando tinha que me separar dela. Queremos o melhor pra ela. Amor,recebe muito. Tem brinquedos sim, de todo tipo, inclusive uma cadelinha que ela diz ser sua amiguinha e realmente são. Vc precisa ver que lindo ela ir ao terraço desde os dois aninhos colher ovos, observar as galinhas que chocavam e os pintinhos. Ela é muito sensível. Adora historinhas lidas pra ela ou contadas, “lidas” por ela tb. Adora desenhos da Galinha Pintadinha, Peppa Pig, e por último está gostando de Daniel tigre. Já conhece quase todo o alfabeto maiúsculo. Ela mesma gosta de falar palavras com as letras que escolhe. Conhece os números e conta até 10 por causa do pique-esconde que gosta muito de brincar conosco. Vai ao banheiro sozinha e quando necessita pede ajuda. O pai foi abandonado pela mãe assim que saiu do hospital. Ele é muito apegado a ela tb diz querer que ela nunca sinta medo de perdê-los. Acho que isso está atrapalhando um pouco. A mãe e o pai são muito amorosos. Entendo, mas realmente o que fazer para que seja uma criança independente e feliz?

    • Pamela Greco 25/09/2015 at 15:13 #

      Querida Maria de Fátima, que maravilhoso receber seu relato tão cheio de amor. Que oportunidade linda de crescer amparada! Os movimentos que ela faz de te procurar enquanto está na aula de balé são um movimento comum dessa fase, durante uma separação (mesmo que para ir ao banheiro). Ela só quer ter certeza que você estará lá quando ela voltar, que ela não foi abandonada. Em relação as lágrimas, é comum mesmo que eles se sintam angustiados com novas atividades, com pessoas diferentes. Mas vou te contar uma coisa que eu aprendi: O maior medo que eles sofram, é nosso. Se os ampararmos, eles conseguem superar e ficam mais fortes e confiantes. É preciso que eles vivenciem a frustração, a angustia… Acontece, eles serão muito mais fortes se estivermos com eles. Quando devemos nos preocupar? Quando depois de os amaparmos e nos sentirmos confiantes, quando depois de um tempo o desconforto continua. Aí sim desinvestimos daquela atividade. Qualquer coisa estou por aqui. Um abraço enorme! Espero tê-la ajudado e conto com você por aqui.

  27. Kelly 27/10/2015 at 16:33 #

    Concordo totalmente. Minha bebê tem 3 meses e já leio pra ela a noite. E brinco com ela entre almofadas e acompanho todos os fonemas que ela já emite. Amo ser mãe. Amo vê-la se desenvolver a conforme o tempo.

  28. Jessé 29/10/2015 at 08:04 #

    Bom dia. Hoje comecamos diferente.
    Todos os dias meu filho de 6 ano, Davi, acorda as 5 da manha como rotina pois trabalhamos e ele ficava com a avó. E deste então a rotina era acordar e assistir televisão, netflix e por ai vai. Normalmente assiste tv, brinca pouquinho com seus brinquedos e volta assistir novamente. Parece que o estimulo dele é a televisão. Ele gosta de ler, contar histórias, montar palavras….
    Ultimamente estamos tendo muito problema com ele na escola, falta de concentração, agitação, as vezes rebelde apesar de ser um menino muito educado e dócil.
    Depois de ler esse texto maravilhoso comecei a repensar em tudo que vem acontecendo com ele e mudei radicalmebte sua rotina.
    Televisão agora somente 1 hora por dia ou até menos….
    Hoje de manha a 1 coisa que fez foi pedir pra ligar no desenho. Conversei com ele sobre o uso da televisão, disse que a tv está deixando ele agitado, sem concentração, euforico e que ele precisa mudar pra ficar melhor na escola. Disse que precisava brincar mais com brinquedos, contar histórias, montar palavras, brincar com amigo imaginário “ele disse”, assim fizemos.
    Enfim, hoje ja montou palavras, cantou 2 músicas da escola “adventista” e agora estamos com o bau dos brinquedos espalhados na sala.
    Desculpe o texto enorme, mas apenas pra dizer que isso realmente funciona, a cabeça deles viajam nas imaginações, criam histórias e nao ficam presos, inertes na frente da televisão como se fosse um boneco.
    Assim vou tentar ser todos os dias. Aliás dia sim dia nao por conta dos plantões, mas vamos estabelecer isso tambem quando ele ficar na casa da tia.
    Obrigado,

    Jessé Silva

  29. Paula 13/01/2016 at 15:13 #

    Lindo o texto, na verdade todas as crianças precisam de mais atenção e amor!

  30. Tatiana 13/01/2016 at 15:31 #

    Adorei a matéria. Casa exatamente com o que eu penso. Infelizmente muitos pais acham produtivo lotar a criança de atividades (muitas vezes das quais eles não participam, delegando sempre a outra pessoa essa responsabilidade). Consideram que criarão um excelente profissional, uma pessoa de “sucesso”. Ignoram, com isso, o significado amplo da palavra sucesso, relegando ao mero valor financeiro. O que se resume, além dessas milhares de atividades estressantes, em presentes aos montes, consumo desenfreado. Muitas vezes isso resulta numa desvirtuação de valores.
    Somo a isso também o fato de acharem que a criança tem que se “socializar” com 7, 8 meses (ou menos). Muita gente falando que creche é bom, que a criança aprende a dormir melhor (e com isso melhorar a vida dos pais), a dividir, entre outras coisas.
    Eu acho que a mãe ainda continua sendo o melhor pra criança durante seus primeiros anos de vida. Entendo que muita gente precisa trabalhar, então a creche não é uma opção. Só não concordo quando tentam justificar a creche como essencial na vida de um bebê de meses. O mundo moderno também está trazendo essa “necessidade”. Eu me lembro que meu primeiro contato com escola (ou algo parecido) foi aos 2 ou 3 anos (o antigo maternal). Depois, o jardim de infância, aos 4 anos. Não entendo por que tudo hoj é tão precoce, e ainda não sei se há casos com resultados positivos.

  31. Marcos Oliveira 29/02/2016 at 10:42 #

    Aqui em casa as regras são bem definidas (mas claro cada família faz as suas). Minha filha Sarah tem 4 anos.
    – Sarah assiste 1 ou 2 “filminhos longos” por semana. Aos sábados e domingos.
    – Até recentemente os “desenhos curtos” eram só às sextas. Agora esse ano estendemos para todas as manhãs, quando acorda. Mas é meia-hora no máximo, antes do café. E ela própria já pega o controle e desliga quando vê a mesa posta.
    – Café, almoço e janta é na mesa. Sem TV ligada, nem celular (pra adultos inclusive!).
    – Ela não tem tablet. Joga joguinhos nos nossos celulares. Assim ela tem que pedir e a gente controla e limita.
    – A TV nunca fica ligada! Só quando ela vai dormir, ou num programa específico (The Voice Kids, eventos esportivos). Eu era viciado no barulho da TV, mas mudei radicalmente.

    Tem dado muito certo. Sarah gosta de pintar, desenhar, cantar, dançar, inventar histórias teatrais com as bonecas. E tem tempo pra fazer isso tudo, sem tanto estímulo eletrônico!

  32. Priscila 01/03/2016 at 10:09 #

    Discordo quando afirmam que para a formação de um ser humano integro e independente a criança precisa respeitar regras e aceitar autoridade.
    A geração atual é dotada de rapidez no raciocínio, capazes de construir conhecimento, o que falara é o desenvolvimento da capacidade critica, de saber pensar sobre. Apenas seguir regras e se sentir inferior a autoridade torna sujeitos meramente reprodutores, sem perspectiva.
    Acredito que o trabalho em conjunto de jogos e brincadeiras infantis e a tecnologia propicia o bom desenvolvimento cognitivo e pleno da pessoa. Não adianta fugir dos tempos modernos.

  33. Letícia Boni 24/04/2016 at 14:53 #

    Boa tarde. Gostaria de ler o texto da cientista que virou mãe, citado neste texto e não encontro. Poderia me passar o link?

  34. Esttela Maria Berri 02/06/2016 at 11:08 #

    Parabéns pelo artigo! Conteúdo excelente! Os artigos do blog contribuem para que busquemos a lucidez para criar nossos filhos dentro da neurose que o mundo tem nos oferecido. Abraços!

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  2. Child Psychology | Pearltrees - 04/05/2015

    […] In this article, I review • The evolutionary basis for children's fears • Why kids may be biologically unprepared to cope by themselves, and • How you can help your child overcome her fears and anxieties If your child suffers from frightening dreams or nighttime screaming episodes, you might also want to check out this article on nightmares and night terrors. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças – Pais que Educam. […]

  3. Time and anxiety | Pearltrees - 04/05/2015

    […] MIND Guest Blog, Scientific American Blog Network. The views expressed are those of the author and are not necessarily those of Scientific American. Wikimedia Commons/aussiegal Another year; another Christmas around the corner. The conversation around the watercooler these days has evolved into the annual “where has the time gone?” Discussion—how quickly the neighborhood kids have become high school graduates; how our hot July beach vacations seem like they were just yesterday; and how we haven’t baked cookies or sent cards or bought gifts yet because time has just been flying by. It’s become a common complaint—almost a joke—that time seems to whiz by faster and faster as we get older. Of course, aging doesn’t grant us the power to disrupt the space-time continuum, so it’s not a real problem. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças – Pais que Educam. […]

  4. Meu novo ebook EDUCAR PARA AMAR E SE CONHECER, disponível na Amazon | - 27/05/2015

    […] com os propósitos espirituais da existência. A pedagoga Pamela Greco explica isso otimamente em Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças, razão pela qual não vou me alongar aqui, sugerindo a leitura do post […]

  5. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças | - 28/05/2015

    […] está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para […]

  6. Os melhores links do mês - 16/06/2015

    […] bagunceiras são mais criativas? 5. 27 Seriously Underrated Books Every Book Lover Should Read 6. Estamos enlouquecendo nossas crianças 7. Palavras “intraduzíveis” traduzidas em lindas ilustrações 8. Experimento mostra a […]

  7. Links que amei - It RêIt Rê - 17/06/2015

    […] bagunceiras são mais criativas? 5. 27 Seriously Underrated Books Every Book Lover Should Read 6. Estamos enlouquecendo nossas crianças 7. Palavras “intraduzíveis” traduzidas em lindas ilustrações 8. Experimento mostra a […]

  8. Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos Demais…Concentração de Menos | GIRANDO NO VALE - 20/06/2015

    […] Fonte: Pais que educam […]

  9. A BABY V TEM UMA MÚSICA! - SUNDAY LOVE - FLAVIA CALINA - PORTAL MULHER ATUAL - 26/07/2015

    […] Artigo Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças: http://www.paisqueeducam.com.br/2015/04/28/estimulo-demais-concentracao-de-menos-estamos-enlouquecen… […]

  10. É hora de desacelerar as crianças! | - 06/08/2015

    […] lindo texto da cientista que virou mãe que postei na minha página recentemente fala disso com até mais propriedade que eu, embora ela creia que o mundo tá […]

  11. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças | Web Kids - 16/08/2015

    […] lindo texto da cientista que virou mãe que postei na minha página recentemente fala disso com até mais propriedade que eu, embora ela creia que o mundo tá […]

  12. Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos Demais…Concentração de Menos | MURAL DA FACUL - 29/10/2015

    […] Fonte: Pais que educam […]

  13. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças. – Tiago Lupoli - 12/04/2016

    […] Fonte: Pais que Educam […]

  14. Estímulos demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas criançasEstímulos demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças - Psicologias do Brasil - 14/04/2016

    […] TEXTO ORIGINAL DE PAIS QUE EDUCAM […]

  15. Estímulo demais, concentração de menos. | Blog Catarina Maluquinha - 28/04/2016

    […] RETIRADO DE: (http://www.paisqueeducam.com.br/2015/04/28/estimulo-demais-concentracao-de-menos-estamos-enlouquecen&#8230😉 […]

  16. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças! - Chá do BabyChá do Baby - 02/06/2016

    […] Fonte: Pais que educam […]

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